segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O cúmulo da aglomeração em aeroportos, perder o vôo e transporte coletivo interno.

Eu me animo em viajar, afinal, sair da rotina é sempre bom.
Mas tudo tem seu preço.

Em primeiro lugar, SEMPRE que você estiver em Porto Velho e vir um bebê chorando no aeroporto no mesmo dia em que você está lá, tenha certeza que ele VAI viajar com você. Lei de Murphy, a probabilidade de algo dar errado. É óbvio, afinal, lá sai um vôo a cada 5 horas, e provavelmente o dele será o mesmo que o seu. Não adianta pensar "Não, ele vai em outro vôo, não pode ter tanta coincidência assim", porque ele vai entrar no mesmo avião que você, vai sentar do seu lado, vai chorar até cair dormindo quando acontecer a mudança na pressão interna da aeronave e quando melhorar, ele vai começar a pular em cima de você porque a mãe é solteira e não tem o menor controle sobre ele. Enfim, eu ganhei um fone de cabeça daqueles grandes, e logo que esse bebê começou a chorar, eu coloquei o gorro do casaco no rosto e o fone no volume máximo, e dormi. Pronto, eu só ouvia o sinal quando havia uma mensagem sobre turbulência ou o tempo local em Curitiba.
Chegando em brasília, você finalmente acha o erro que tinha no cartão de embarque impresso em PVH. Entra, acha que tá tudo bem, tranquilo, senta na frente do portão 8 e espera o seu vôo. Mas... Na televisão em cima do portão diz: Congonhas. Você sai correndo e pergunta pra alguém com o uniforme da TAM "MEU DEUS CADÊ O VÔO PRA CURITIBA?" e o cara te olha com uma cara de "vixi", e diz "Olha, ele vai sair no portão J. Pra chegar lá, você segue reto a direita, desce as escadas rolantes, desembarca, atravessa por baixo do sistema de Check-ins, sobe escadas rolantes, sobe uma rampa à esquerda, espera numa fila, passa pelo raio-x, vira a direita, desce escadas rolantes, acha o último portão (J) á esquerda e entra no ônibus." Nesse momento você entra em pânico, afinal o tempo passou e você tem 5 minutos pra fazer tudo isso, lembrando que tem mais gente no aeroporto e isso atrasa qualquer um. Ok, sai correndo, tromba em todo mundo, sobe, desce, sobe, sobe e vê uma fila magestática lá no fim do corredor. Pronto, você chegou. A fila muda de lugar, entra um monte de gente na frente, vai lá pro fim, espera, passa no raio-x, acha um portão e entra no ônibus. Ufa, deu.
Agora, com toda essa tecnologia, eu nunca entendi o porquê de ônibus nos aeroportos. Deve haver mais fingers para o caso de uma lotação. Fingers facilitam a vida de quem é menor desacompanhado ou não conhece o aeroporto. Se não tiver, vão andando com o apoio de aeromoças, afinal, no ônibus só quem trabalha no aeroporto é o cara que dirige ele. Aí você entra no avião com aquela expectativa e fica esperando o cara dizer que o seu vôo é o JJ3151. *Alívio*
Na hora de pegar a mala, você tem duas opções. Eu pensei nisso logo na hora em que eu me aproximei da esteira: Ou você chega primeiro, pega a sua mala, com todo mundo pedindo licença e passando na frente pra pegar a própria bagagem, aglomerados atrás de você, bloqueando sua saída, ou você os espera passar na sua frente pra que você assuma o papel de um desesperado pedindo licensa e vendo sua mala correr a esteira toda e entrar naquela cortina denovo. Mas se você é como eu, você tem um problema maior: a arte de ver todo mundo pegar a mala e ir embora e não ver a sua até ser a última. A minha é sempre a última. A nossa é sempre a última. Isso só não deve acontecer com duas pessoas no mundo, mas é normal. Aí voltamos à lei de Murphy... Como sempre.

Então, como eu disse, ontem eu vim pra Curitiba YAY.
De noite eu acredito que eu tenha feito uma besteira pra minha vida, mas eu não me arrependo. Eu pensei demais antes disso, mas eu precisava dessa outlet.
Disse outlet porque eu não sei a espressão em português pra isso. Desculpa. Quem não souber, vai no... Ah, procurem aí, uai.
Eu não sei como terminar essa postagem. Na verdade, eu nunca sei terminar postagens. Eu nunca sei nada.
Vou terminar.
Tchau.
Nossa, que capenga.

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